O crescente descontentamento dentro do Partido Socialista Brasileiro (Psol) se manifesta agora com críticas veementes de Rick Azevedo à gestão da direção nacional e a critérios questionáveis na distribuição de recursos para as eleições de 2026.
Segundo a O Antagonista, o vereador carioca expõe uma preocupação central: a cúpula do partido estaria repetindo erros cometidos em disputas anteriores, como nas municipais de 2024, privilegiando alguns nomes e negligenciando candidaturas com potencial eleitoral comprovado. Azevedo acusa um tratamento desigual que ignora o desempenho popular e os resultados obtidos por diversos postulantes.
As críticas se concentram na presidente nacional do Psol, Paula Coradi, no presidente da federação Psol-Rede, Juliano Medeiros, além de direcionar questionamentos à recém filiada Manuela D’Ávila sobre a alocação dos fundos eleitorais para 2026. A manifestação surge em um contexto de crescente insatisfação dentro do partido, conforme também apurou a O Antagonista e corroborado por outras vozes como a da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que se declarava “chocada e decepcionada” com os critérios adotados.
Rick Azevedo enfatiza que essa discordância transcende sua própria situação, citando nomes de outros membros do partido – Renata Souza e Carlos Giannazi – como expressarem inconformismo quanto à distribuição dos recursos eleitorais. O vereador aponta para uma possível falha nos critérios utilizados pela direção partidária em detrimento da capacidade mobilizadora das candidaturas apresentadas. Ele ressalta que, apesar de receber menos apoio financeiro do partido durante sua campanha para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro – um fato documentado por seu menor custo por voto entre os eleitos –, alcançou o maior número de votos dentro do Psol na capital fluminense, impulsionado pela popularidade da luta pelo fim da escala 6×1.









