Reprodução/Youtube Esfera Brasil

O empresário Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, lançou uma carta ao ministro André Mendonça, da Suprema Corte Federal (STF), buscando desmentir as acusações que o colocam no centro de um esquema envolvendo a “milícia privada” conhecida como “A Turma”. De acordo com documentos obtidos pela Gazeta do Povo, a comunicação foi enviada em 19 de maio e detalha uma defesa veemente contra os fatos imputados pela Polícia Federal.

Henrique Moura Vorcaro, atualmente preso na Penitenciária Nelson Hungria desde o dia 14 de maio, alega que sua detenção representa um “total e absoluto equívoco”. O empresário argumenta ter sido injustamente acusado de operar a estrutura ameaçadora contra os adversários do filho Daniel e estruturar pagamentos após a prisão. Segundo apuração da Gazeta do Povo com fontes internas à investigação, o documento elaborado em conjunto com sua filha Natália possui oito páginas e busca apresentar uma versão alternativa dos eventos que levaram às acusações de crimes.

Em um trecho crucial da carta, Henrique Moura Vorcaro expressa perplexidade diante das suspeitas levantadas pela Polícia Federal sobre a posse de R$ 2 bilhões em contas bancárias, negando veementemente qualquer envolvimento ilícito e afirmando ter construído seu patrimônio ao longo de quatro décadas no setor imobiliário com meios lícitos. Adicionalmente, o empresário detalha que a compra da mansão nos Estados Unidos foi resultado de uma transação envolvendo recursos provenientes do negócio na área da saúde, complementada por financiamentos e empréstimos bancários – um ponto contestado pela investigação federal como evidência de possível lavagem de dinheiro.

Ainda em sua defesa, Henrique Moura Vorcaro reconhece o conhecimento desde 2013 do homem identificado como Luiz Phillipi Mourão (“Sicário”), apontando que a relação se restringiu ao âmbito comercial imobiliário e nega qualquer envolvimento com atividades criminosas associadas à “milícia privada”. Além disso, ele admitiu ter contratado Manoel Mendes Rodrigues para serviços de segurança em Campo Grande no Rio de Janeiro – um vínculo que desconhece quaisquer atos ilícitos cometidos pelo prestador desses serviços. Ao final da carta, o empresário relata as precárias condições enfrentadas na prisão e apelo por uma análise mais cuidadosa das evidências antes do encerramento dos inquéritos pelas autoridades competentes.

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