Reprodução/ABCD Jornal

A celebração do título de cidadão honorário para Fernando Haddad, em Santo André, transformou-se rapidamente numa cena caótica e carregada de tensões políticas. O evento, organizado pelo Partido dos Trabalhadores para o pré-candidato à governadoria de São Paulo, esbarrou num confronto inesperado entre representantes do PT e membros da legenda Movimento Brasil Livre (MBL).

Segundo a Revista Oeste, a confusão se instaurou quando Gabriel Piauhy, representante do PL na Câmara Municipal, interrompeu a homenagem a Haddad com questionamentos. O objetivo de Piauthy teria sido expor o que ele considera ser uma exaltação indevida de um político controverso associado ao PT e seus escândalos passados. Em vídeo divulgado pela própria equipe de Piauhy após o incidente, é alegada a tentativa de diálogo com Haddad foi recebido por agressões físicas contra assessores da pré-candidata, que teriam tidos bens materiais roubados.

A narrativa apresentada pelo MBL contrastava radicalmente com as versões levantadas pelos petistas presentes na solenidade e no ambiente ao redor do plenário. Parlamentares ligados ao Partido dos Trabalhadores acusaram Piauhy de agir intencionalmente para desestabilizar a cerimônia, buscando criar uma atmosfera de conflito artificial em torno da figura de Haddad. O deputado Teonilio Barba (PT) expressou veemente repúdio à conduta do representante do PL e denunciou o ato como “provocação” que visava interromper um evento legítimo de homenagem a um candidato político.

O clima tenso durante a sessão solene culminou com aplausos para Haddad por parte dos presentes na plateia, enquanto os manifestantes da sigla MBL deixavam o plenário sob forte esquema de segurança e vaias. Em seu discurso após o tumulto, Fernando Haddad classificou como “fascista” as atitudes daqueles que tentaram interromper a homenagem, demonstrando resistência à crítica direcionada contra sua trajetória política e os escândalos envolvendo o PT em anos anteriores – conforme destacado na reportagem da Revista Oeste sobre o “orçamento paralelo de Lula”. Até então, não havia registro formal policial das denúncias de agressão ou roubo apresentadas por Gabriel Piauhy.

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