O ex-vereador carioca Carlos Bolsonaro levantou suspeitas sobre o afastamento da esposa, Michelle Bolsonaro, como líder do PL Mulher, sugerindo que a saída foi motivada pela intenção dela de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.
Segundo a O Antagonista, o filho 02 de Jair Bolsonaro publicou em sua conta no X uma mensagem enigmática: “Hoje era o prazo final para a descompatibilização do vínculo de dirigente partidário e candidatura. Há diversos entendimentos desta linha de ação… contudo para evitar problemas abrimos mão do cargo.” A postagem enfatizava transparência, responsabilidade e a defesa dos valores tradicionais (“Deus, Pátria, Família e Liberdade”). O objetivo aparente era demonstrar que o partido estava agindo com cautela, sem espaço para “interpretações da Justiça Eleitoral”.
Apesar de não mencionar diretamente Michelle, os leitores interpretaram a mensagem como uma referência à decisão dela em deixar o comando do PL Mulher. A ex-primeira-dama alegou priorizar os cuidados com Jair Bolsonaro durante sua prisão domiciliar e com a filha Laura. Essa justificativa gerou ainda mais críticas entre apoiadores do ex-presidente, que acreditam que Michelle se aproveitou de uma formalidade para evitar qualquer objeção à candidatura dela ao Senado.
O ponto central da controvérsia reside no fato de que não era necessário o afastamento de Michelle do PL Mulher para que ela pudesse concorrer a um cargo eletivo. A situação expõe fragilidades na organização partidária e serve como mais uma evidência das manobras desonestas praticadas por alguns atores políticos em busca de seus interesses, sem se importar com os princípios da ética e da boa governança.









