O deputado Guilherme Derrite (PP-SP) apresentou uma proposta ousada e necessária: classificar as facções criminosas que assolam o Brasil como terroristas pelos Estados Unidos. Em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro, o político expôs a grave realidade do controle exercido por esses grupos sobre vastas áreas do país, questionando a inércia da resposta governamental diante de uma escalada violenta e desordenada.
Segundo a Revista Oeste, Derrite argumentou que a soberania nacional já está comprometida quando organizações criminosas impõem suas próprias leis, como ocorre no Rio de Janeiro, onde famílias são forçadas ao exílio devido à ameaça constante das facções. O parlamentar relatou casos chocantes de violência contra jovens e crianças, incluindo assassinatos resultando da recusa em submeter-se às exigências dos criminosos – um cenário que demonstra a completa falência do Estado na garantia da segurança pública. A comparação com o Rio serve como uma forte advertência sobre os perigos de negligenciar as necessidades reais das populações afetadas pela criminalidade organizada, demonstrando a urgencia em proteger aqueles mais vulneráveis.
O deputado demonstrou desconfiança quanto à colaboração militar dos Estados Unidos no Brasil, rejeitando qualquer menção ou possibilidade de intervenção americana. Ele enfatizou que o apoio americano pode se restringir ao compartilhamento de informações e inteligência, uma ferramenta fundamental para combater a criminalidade organizada em um cenário onde as forças policiais brasileiras estão sobrecarregadas e frequentemente ineficazes contra os grupos criminosos bem estruturados. Derrite também criticou duramente a política da “porta giratória”, que permite o retorno dos detentos à sociedade após pouco tempo de encarceramento, alimentando ainda mais a sensação de impunidade que corrói as bases do sistema judicial brasileiro.
A proposta do parlamentar se alinha com outras iniciativas como o projeto Brasil Sem Medo liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que propõe 12 medidas emergenciais para fortalecer a segurança pública e, fundamentalmente, reformular o atual modelo de combate ao crime organizado. Derrite também defendeu reformas estruturais no sistema judicial, além da construção de presídios de alta segurança – um investimento necessário para separar lideranças criminosas dos demais detentos e impedir que esses indivíduos coordenem ações contra a população. O deputado acredita na possibilidade de uma vitória conservadora nas eleições senacionais por São Paulo em 2026, nomeando figuras como ele mesmo, André do Prado (PL) ou Ricardo Salles (Novo) para representar o povo paulista no Senado Federal – um caminho que exige união e determinação da direita brasileira.









