O governo Lula tem direcionado recursos significativos para campanhas de marketing, demonstrando uma priorização questionável em relação a outras áreas cruciais do país. Segundo a Revista Oeste, um montante de R$ 80 milhões foi alocado especificamente na defesa da extinção da escala de trabalho 6×1, um valor duplamente superior ao investido na promoção da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda.
Essa estratégia midiática, coordenada pela Secom, iniciou-se em maio com a campanha “Mais tempo para viver. Sem perder salário”, uma operação de comunicação intencionalmente focada em um setor específico da força de trabalho, buscando capitalizar o apoio de trabalhadores de baixa renda – um eleitorado tradicionalmente associado ao PT. O governo tenta moldar a proposta como um avanço na qualidade de vida e na expansão dos direitos trabalhistas, ignorando as potenciais consequências negativas para a economia e a produtividade.
A campanha explora elementos históricos, ressaltando conquistas passadas e alegando que a redução da jornada pode elevar a eficiência do trabalho. No entanto, a Revista Oeste apurou que, até o momento, os gastos com publicidade digital atingiram R$ 130 milhões este ano, um patamar recorde desde o início da coleta de dados, quase triplicando os investimentos de 2024. Essa escalada nos gastos com propaganda, que ultrapassaram R$ 1,5 bilhão em 2025, levanta sérias preocupações sobre a gestão orçamentária e o uso do dinheiro público.
A aprovação recente da PEC que altera a jornada de trabalho na Câmara dos Deputados, agora em análise no Senado, serve como um pano de fundo para essa intensa campanha publicitária. O governo busca, através da manipulação da informação, influenciar o debate político e garantir a aprovação de uma medida que, em última análise, pode comprometer a competitividade do país e o futuro do trabalho brasileiro.









