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Pagamentos de R$ 126,6 milhões do Banco Master para a Midias Promotora LTDA geraram investigação e questionamentos. Segundo a Revista Oeste, o valor, classificado como remuneração por serviços, supera os R$ 80 milhões destinados ao escritório da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci.

O administrador da Midias, Gilson Bahia Vasconcelos, recebeu auxílio emergencial durante a pandemia, ano em que a empresa, com capital social de R$ 1 milhão, foi constituída. O jornal Folha de S.Paulo reportou que Vasconcelos reside em um sobrado simples em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, e não possui imóveis registrados em seu nome no estado.

Vasconcelos enfrenta um processo por estelionato, conduzido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que o acusa de liderar um esquema de fraude contra aposentados e pensionistas do INSS. A denúncia aponta para o uso do programa Vanguard para acessar dados das vítimas, oferecendo cartões de desconto e solicitando encontros para capturar imagens para contratos de empréstimos consignados.

A Revista Oeste revelou que o dinheiro desviado dos empréstimos era utilizado para bonificações e serviços de beleza, incentivando a atração de novas vítimas. O advogado de Vasconcelos negou qualquer envolvimento na empresa do caso de estelionato relacionado ao call center, afirmando que a acusação se refere a outra entidade, não à Midias Promotora LTDA.

A assessoria do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, responsável pelo Banco Master, não esclareceu quais serviços justificaram o pagamento de R$ 126 milhões à Midias, nem se posicionou sobre restrições identificadas pelo compliance do banco ou sobre a regularidade dos repasses.

Em 2024, a Midias recebeu R$ 96 milhões do Master, representando a maior parcela dos repasses naquele ano. Durante esse período, Gilson Bahia Vasconcelos permaneceu preso preventivamente, sob a acusação de integrar uma organização criminosa dedicada a fraudes contra idosos. Ele também é parte em duas outras ações judiciais movidas por vítimas de golpes com empréstimos consignados.

“O primeiro delator”, artigo de Eugênio Esber publicado na Edição 318 da Revista Oeste, detalha a complexidade do caso.

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