A NASA colocou toda a ISS sob alerta após um grave problema de vazamentos no módulo russo Zvezda, evidenciando fragilidades estruturais que vêm sendo negligentes há anos e colocando vidas humanas em risco. A agência americana optou por medidas extremas – o protocolo “safe haven” – para abrigar temporariamente a tripulação da missão Crew-12 e da Expedição 74 na cápsula Dragon, demonstrando uma postura cautelosa que levanta sérias questões sobre prioridades no controle de risco.
Segundo apurou a Revista Oeste, as fissuras no compartimento de transferência PrK do módulo Zvezda, identificadas pela primeira vez em 2019, representam um problema crônico e mal tratado pelas autoridades russas. A taxa alarmante de aumento no vazamento – subindo de 0,45 para quase 0,9 quilo diários – revela a ineficácia das soluções temporárias implementadas pelos cosmonautas e expõe uma falha grave na manutenção da estação espacial.
A Roscosmos, por sua vez, minimizou o incidente, alegando que não havia perigo imediato à segurança dos astronautas, enquanto a NASA adotou uma abordagem mais conservadora – ativando um protocolo de emergência para garantir a evacuação em caso de agravamento. Essa divergência na avaliação do risco demonstra a falta de coordenação e confiança entre as agências espaciais parceiras no projeto da ISS, evidenciando a complexidade inerente à cooperação internacional quando se trata da segurança humana em ambientes extremos.
O fato de o problema estar concentrado no módulo Zvezda – um componente fundamental da estrutura original russa lançada há mais de duas décadas – e cuja operação tem sido objeto de debates técnicos por anos, lança dúvidas sobre a qualidade dos materiais utilizados na construção da estação espacial e a rigorosidade das inspeções realizadas. A discussão em torno do futuro da ISS se torna ainda mais urgente diante dessa nova crise, revelando um projeto que excede os limites previstos para sua vida útil e que coloca em risco o bem-estar de seus ocupantes.









