Revista Oeste / Reprodução

A defesa de Jair Bolsonaro apresentou esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta a uma solicitação do ministro Alexandre de Moraes. A comunicação, divulgada na segunda-feira, 13, detalha o papel de Carlos Eduardo Antunes Torres na rotina do ex-presidente.

Segundo a Revista Oeste, a equipe jurídica de Bolsonaro argumenta que Torres atua como uma “pessoa de confiança” da família, e não como um profissional de saúde. A defesa busca desmistificar a necessidade de comprovação de formação técnica em enfermagem ou técnico de saúde, conforme exigido pelo ministro.

O cunhado tem fornecido assistência doméstica e apoio pessoal a Bolsonaro desde o ataque sofrido pelo ex-presidente em 2018. Torres mantém uma relação de intimidade com o ambiente familiar, sendo filho da madrasta de Michelle Bolsonaro.

Jair Bolsonaro está atualmente cumprindo uma prisão domiciliar temporária de 90 dias, determinada após uma grave broncopneumonia nos dois pulmões. A infecção, considerada a mais severa enfrentada pelo ex-presidente de 71 anos, demandou uma internação de 14 dias em Brasília.

Alexandre de Moraes estabeleceu a prisão domiciliar com base no tempo de recuperação pulmonar para idosos, um padrão de 45 a 90 dias, conforme a literatura médica. O ministro ainda não decidiu sobre a permissão definitiva para que Torres frequente a residência de Bolsonaro.

A pericia médica, a ser realizada logo após o término dos 90 dias, determinará se os critérios para a manutenção do regime domiciliar permanecem válidos. A defesa aguarda o aval de Moraes para formalizar o apoio do familiar na rotina de cuidados com o ex-presidente.

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