O presidente Lula reiterou sua defesa de que a Petrobras priorize a aquisição de equipamentos nacionais, mesmo que isso implique em custos mais elevados, em uma estratégia que visa fortalecer a indústria brasileira e a soberania nacional. O anúncio, feito em Manaus, acompanhou um investimento de R$ 2,8 bilhões destinado ao setor de gás natural e construção naval no Amazonas.
De acordo com o petista, a estatal estatal deve direcionar seus investimentos para o fortalecimento da produção interna, aproveitando a disponibilidade de recursos como matéria-prima, siderúrgicas e estaleiros, evitando a dependência de fornecedores estrangeiros, como China ou Singapura. A política defendida por Lula se baseia no argumento de que o Brasil possui capacidade técnica para produzir a maioria dos equipamentos necessários, justificando um valor adicional para garantir o controle sobre a produção e o emprego.
O investimento em R$ 2,8 bilhões será aplicado na expansão da produção de gás natural no Polo Urucu, a maior província petrolífera terrestre do Brasil, e na construção de 18 barcaças para o transporte de combustíveis pela Transpetro. A expectativa da Petrobras é aumentar a produção em cerca de 4,4 mil barris por dia até 2030, renovando a frota da estatal e aumentando a oferta de energia na região. O Polo Urucu é crucial para o Amazonas, gerando 65% da energia consumida em Manaus e cinco municípios vizinhos.
Como apurou a Gazeta do Povo, a decisão do governo Lula reflete uma crítica direta à política de privatização implementada durante o governo anterior, especialmente à venda da BR Distribuidora e da Liquigás, que, segundo o petista, resultou na perda de capacidade de controle sobre os preços dos combustíveis. Além disso, a postura de Lula ecoa o seu posicionamento anterior em relação às tarifas impostas por Trump a produtos brasileiros, e sua oposição à interferência do governo americano nos negócios da Petrobras com o México. A iniciativa também deve gerar aproximadamente 3,3 mil empregos diretos e indiretos, com um total de cerca de 14 mil postos de trabalho mantidos na região do Amazonas, impulsionando a arrecadação de tributos estaduais.









