Tomaz Silva/Agência Brasil

O retorno surpreendente do advogado Fabiano Tadeu Lopes ao julgamento do caso Henry Borel, após um infarto, levanta sérias questões sobre as táticas empregadas pela defesa do Dr. Jairinho. A situação, que começou com uma tentativa de manobra protelatória para adiar o julgamento, demonstra uma persistência que muitos consideram alarmante.

Segundo a Revista Oeste, o advogado, responsável pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, apresentou um quadro de saúde precário, com apenas 30% da capacidade cardiorrespiratória, na última segunda-feira, 25. A juíza Elizabeth Machado Louro, relatora do caso, prontamente reagiu, exigindo a transferência imediata do réu para a Penitenciária de Segurança Máxima Bangu 1 como condição para o prosseguimento do julgamento. A pressão da magistrada forçou a recisão da estratégia da defesa, que havia tentado desesperadamente impedir a sessão judicial.

A persistência de Dr. Jairinho em buscar adiamentos, mesmo diante de sua condição de saúde, soa como uma tentativa de manipular o sistema judicial e frustrar a busca por justiça para a família Borel. A defesa, por meio de seu advogado, Fabiano Tadeu Lopes, alegava que somente ele estava totalmente preparado para representar o réu perante o júri, um argumento que a juíza considerou uma manobra desconsiderada com a gravidade do caso. O atraso no início das audiências, inicialmente agendado para as 9h, foi adiado para as 11h devido à extensão dos depoimentos da véspera, evidenciando a complexidade e a demora que o processo tem apresentado.

O julgamento, que já se encontra em seu terceiro dia, continua a ser marcado pela investigação das responsabilidades pela morte do menino Henry Borel. Durante a sessão de terça-feira, 26, os delegados Edson Henrique Damasceno e Ana Carolina Medeiros apresentaram evidências cruciais, desmentindo a versão da defesa de que a criança morreu após cair da cama. As mensagens recuperadas do celular da babá, Thayná de Oliveira Ferreira, revelaram que Monique Medeiros, a mãe do menino, tinha pleno conhecimento das agressões sofridas por Henry, o que reforça a acusação de homicídio por omissão qualificada. Dr. Jairinho responde por seis crimes graves, incluindo homicídio qualificado e tortura, enquanto Monique Medeiros enfrenta sete acusações, incluindo homicídio por omissão e omissão de socorro.

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