O ministro José Guimarães, assessor direto de Lula, intensifica as pressões para que o Senado vote com celeridade a Proposta de Emenda da Constituição (PEC) que flexibiliza a jornada de trabalho da escala 6×1. Segundo a Revista Oeste, o ministro já se encontra em contato constante com o presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, buscando garantir a tramitação urgente da matéria.
A iniciativa, impulsionada pelo governo, visa a que o Senado vote a proposta em até 48 horas, impulsionada pela crescente pressão social e econômica. O objetivo, segundo o ministro Guimarães, é atender às expectativas do país, que, segundo ele, “espera essa votação nas próximas horas ou dias”. A urgência na tramitação demonstra a determinação do governo em implementar mudanças que, em sua visão, impulsionarão o desenvolvimento do Brasil.
A aprovação da comissão especial da Câmara, na tarde de quarta-feira, 27, serviu de catalisador para as articulações. O governo Lula já havia estabelecido um entendimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que se mostra “disposto ao diálogo e à construção das votações no Senado Federal, sempre pautado pelo diálogo”. O parecer da Câmara, liderado pelo deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), foi moldado para atender às demandas do governo, assegurando uma aprovação rápida. A PEC prevê uma redução gradual da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais, em um período de transição de 14 meses, com garantia mínima de dois dias de descanso semanal remunerado.
Apesar da manutenção do irredutibilidade salarial, o texto da PEC prevê flexibilizações em negociações, adaptadas às particularidades de cada setor econômico. O prazo de validade da emenda será de 60 dias após a promulgação, o que, segundo a Revista Oeste, permite que o governo assegure a implementação da medida em tempo hábil. A expectativa é que, com a atuação coordenada do governo e do Senado, a PEC do Fim da Escala 6×1 seja aprovada rapidamente, representando uma mudança significativa na legislação trabalhista brasileira.









