Lula Marques/Agência Brasil

A pressão do PSOL e do PL na Câmara dos Deputados busca acelerar a votação da Proposta de Emenda de Conversão (PEC) 4×3, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A proposta, que propõe a escala de trabalho de 4×3, surge como uma resposta à agenda do governo Lula, que inicialmente defendia a transição do modelo 6×1 para o 5×2.

Segundo a O Antagonista, a iniciativa do PL e do PSOL demonstra uma estratégia política de exposição do governo, buscando contrastar as condições oferecidas pela PEC 4×3 com as defendidas pelo Palácio do Planalto. O líder do PL na comissão, Sóstenes Cavalcante (RJ), enfatizou a necessidade de uma redução imediata da jornada de trabalho, questionando a justificativa de um período de transição de dois meses.

A comissão especial aprovou o texto da PEC 4×3 por 34 votos a 4, rejeitando um destaque que propunha a validade imediata de dois dias semanais de descanso. O petista Lindebergh Farias (PT-RJ) alertou para os riscos inflacionários da medida, citando o apoio de mais de 60 parlamentares do PL e declarações de oposição sobre a questão. A argumentação da deputada Julia Zanatta (PL-SC) ressaltou o potencial de aumento nos custos das empresas com a redução da jornada.

O presidente Lula considera a questão da jornada de trabalho como prioridade, com previsão de concluir a votação na Câmara ainda no primeiro semestre. Contudo, o calendário apertado, marcado pelo recesso parlamentar em 18 de julho e pelas festas juninas, dificulta o processo. A PEC 4×3, após aprovação na Câmara, ainda será analisada pelo Senado, intensificando o debate sobre o futuro do trabalho no país.

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