Escrevo primeiramente para expressar minha profunda gratidão pela cordialidade demonstrada durante minha recente visita a Washington. Nossa conversa fortaleceu minha convicção de que a amizade entre nossas nações se fundamenta em valores compartilhados e em uma visão comum para a segurança e prosperidade do Hemisfério Ocidental.
Sou particularmente grato pela decisão de designar o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas. Essas facções, responsáveis por um nível alarmante de violência e criminalidade em nosso país, representam uma ameaça que se estende além das fronteiras brasileiras, impactando diretamente a segurança dos Estados Unidos. A maioria do povo brasileiro, com justa razão, celebra essa medida como um passo crucial para proteger nossos cidadãos.
Contudo, manifesto uma preocupação séria com a recente determinação da Seção 301, anunciada pelo Representante Comercial dos Estados Unidos. Embora a imposição de tarifas ainda esteja pendente, e sujeita a procedimentos legais e consultas públicas, é meu dever informar sobre a grave situação econômica que aflige ao Brasil. A dívida bruta do governo geral já ultrapassou 80% do Produto Interno Bruto, atingindo um patamar de R$ 10,4 trilhões em abril, e as projeções indicam um recorde de 83,7% até o final do ano.
Nesse contexto de deterioração fiscal e econômica, a imposição de novas tarifas representaria um golpe devastador para o povo brasileiro. Cidadãos que, como você, reconhecem os Estados Unidos como parceiros e amigos, seriam ainda mais prejudicados por essa medida. Reitero, portanto, meu pedido formal: que os Estados Unidos não imponham tarifas ao Brasil.









