O futuro político do Rio de Janeiro se move em torno de uma disputa acirrada pelo Senado, com o ex-governador Cláudio Castro abandonando a disputa após uma série de ataques e irregularidades que minaram sua imagem.
Segundo a O Antagonista, a articulação para definir o substituto do PL no Senado flutua em torno do nome de Sóstenes Cavalcante, líder da sigla na Câmara dos Deputados, e do polêmico Carlos Jordy. Ambos recebem o apoio direto do grupo Bolsonaro, buscando capitalizar o descontentamento com o cenário político atual.
Apesar de Portinho ter sido apontado como favorito no início do ano, a decisão de buscar uma vaga na Câmara dos Deputados o afastou da disputa senatorial. O senador, no entanto, retorna como uma opção viável, impulsionado pelo desejo de Flávio Bolsonaro de alcançar o Palácio do Planalto. O filho do ex-presidente tem o poder decisivo na escolha do candidato do PL ao Senado no Rio de Janeiro, buscando consolidar sua base de apoio.
A trajetória de Cláudio Castro foi abruptamente interrompida por uma série de investigações e decisões do Judiciário que o colocaram em xeque. A PF realizou duas operações em maio e junho, a Operação Sem Refino e a oitava fase da Operação Compliance Zero, buscando evidências de irregularidades envolvendo o setor de combustíveis. Além disso, o TSE, em uma decisão polêmica, tornou Castro inelegível em março, por considerar que ele cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com um voto de 5 a 2 a favor da inelegibilidade. Essa manobra judicial, como apurou a O Antagonista, visa desestabilizar o cenário político e demonstrar o poder do Judiciário, especialmente do STF, em interferir em eleições e candidaturas.









