O vice-presidencial Geraldo Alckmin expressou profunda indignação com a proposta de aumento de tarifas de 25% dos Estados Unidos, classificando-a como uma jogada injusta e uma tentativa de sabotagem contra o Brasil. O petista manifestou sua preocupação após receber informações sobre o relatório do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que apresentava PIX, desmatamento, pirataria e problemas de combate à corrupção como justificativas para a taxação.
De acordo com a Gazeta do Povo, Alckmin enfatizou a necessidade de diálogo contínuo com os Estados Unidos, rejeitando a ideia de que temas deveriam ser proibidos. O vice-presidente criticou a postura de “falsos patriotas e sabotadores” que, segundo ele, colocam interesses pessoais e eleitorais acima do bem comum do país. Alckmin defendeu a continuidade do PIX como um “patrimônio nacional”, ressaltando que o sistema de pagamentos instantâneos representa um avanço tecnológico que impulsiona a economia brasileira sem gerar custos para os usuários.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, acompanhou Alckmin na defesa do PIX, reforçando que o sistema não está em negociação. Durigan qualificou o PIX como um símbolo da soberania financeira brasileira, um orgulho nacional e uma inovação tecnológica reconhecida internacionalmente. O ministro também direcionou críticas à família Bolsonaro, acusando-a de manter uma posição contrária ao sistema, indicando que interesses privados estariam incomodados com a popularização de um meio de pagamento acessível e democrático.
Durigan argumentou que as tarifas propostas pelos Estados Unidos prejudicam empresas e trabalhadores brasileiros, e rebateu os pontos levantados pelo governo americano, destacando a capacidade do Brasil em combater o desmatamento, gerar empregos e atrair investimentos em tecnologia. O ministro enfatizou que o Brasil possui condições de contestar as acusações, buscando proteger o PIX como um instrumento de autonomia financeira e desenvolvimento nacional.









