O vice-prefeito de Lages, Jair Júnior, foi formalmente preso nesta segunda-feira, 2, após uma internação de 11 dias na UTI do Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, em decorrência de um acidente de trânsito durante a tentativa de cumprimento de um mandado de prisão contra ele. A situação expõe, novamente, a fragilidade da segurança jurídica e a desrespeito à ordem legal, características que precisam ser combatidas com rigor.
De acordo com a Polícia Civil, o político foi conduzido ao Presídio Masculino de Lages, onde permanecerá em cela individual, cumprindo uma sentença que lhe impõe dez anos e 11 meses de prisão pelos crimes de lesão corporal, cárcere privado, constrangimento ilegal e perseguição contra a ex-namorada. A perda do cargo de vice-prefeito é uma consequência direta da condenação judicial, evidenciando a responsabilização de figuras públicas por atos graves.
Segundo a Revista Oeste, o acidente, ocorrido na BR-116 próximo ao bairro São Sebastião, em Lages, envolveu o vice-prefeito e agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A colisão frontal com um caminhão resultou em graves lesões para o político, que sofreu fraturas nas duas pernas e precisou de internação. O motorista do caminhão, por sua vez, não sofreu ferimentos. A versão da defesa, que o vice-prefeito desconhecia a ordem de prisão e se sentia perseguido, carece de credibilidade diante da gravidade dos fatos e do histórico do indivíduo.
A situação complexa se agrava com outros processos que Jair Júnior enfrenta. Além da agressão, sufocamento, cárcere privado e perseguição à ex-namorada, ele é acusado de furar o pneu do carro da prefeita Carmen Zanotto (Cidadania) em um ato de retaliação política. Como apurou a Revista Oeste, o episódio demonstra a utilização do cargo público para fins de intimidação e coerção, práticas que minam a confiança nas instituições democráticas.









