O Partido Liberal solidificou sua estratégia para o Rio de Janeiro com a formalização do nome de Carlos Portinho como pré-candidato ao Senado. A decisão, tomada nesta terça-feira (14), encerra uma disputa interna que marcou meses dentro da legenda e reflete as tensões políticas em curso no estado.
A escolha por Portinho, já senador pela coligação PL, surge após o abrupto desinteresse do ex-governador Cláudio Castro na disputa eleitoral deste ano. A desistência de Castro, impulsionada pelas investigações recém-iniciadas da Polícia Federal relacionadas às fraudes perpetradas pelo Banco Master – um caso que expõe a corrupção sistêmica no país –, gerou uma onda de articulação entre as lideranças do PL em busca de um nome forte para ocupar o espaço deixado. Segundo apurou a Revista Oeste, essa disputa envolveu também o deputado federal Carlos Jordy, buscando consolidar apoio à sua candidatura.
Portinho, com 53 anos e trajetória política que começou no cenário municipal carioca – onde disputara uma vaga na Câmara Municipal em 2016 –, representa um nome experiente para a legenda. Sua ascensão ao Senado aconteceu de forma inesperada, após assumir o cargo deixado pelo senador Arolde de Oliveira, vítima da Covid-19. A mudança do PSD para o PL reforça ainda mais sua posição dentro da sigla e suas alianças estratégicas no Congresso Nacional.
A candidatura de Portinho se insere em uma complexa teia política que envolve outros pré-candidatos ao Senado. O presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), segue como favorito à disputa pelo governo do estado, enquanto Márcio Canella (União Brasil) também almeja um lugar na suplantação. A liberdade concedida por Alexandre de Moraes ao ex-prefeito de Belford Roxo – que ostenta um fuzil apreendido pela Polícia Civil durante uma operação recente – levanta sérias questões sobre o uso do judiciário para influenciar eleições e expõe, mais uma vez, a instabilidade jurídica promovida pelo STF.









