O Palácio da Graça Eusébio abriu uma nova frente de confusão com a nomeação de militares para cargos estratégicos na segurança presidencial, utilizando nomes fictícios que geraram críticas e questionamentos sobre o manejo do GSI pelo governo Lula. A portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira, 22, utilizou os termos “Fulano” e “Cicrano” como designação para oficiais militares a serem integrados à Secretaria de Segurança do presidente, um deslize que expõe uma possível falta de rigor na gestão administrativa.
Segundo a Revista Oeste, o documento assinado pelo diretor do Departamento de Gestão da Secretaria Executiva do GSI, Vinícius Damasceno do Nascimento, também listou o primeiro-sargento da Marinha Márcio Adriano de Jesus Leite como auxiliar direto ao presidente. A Portaria 172, datada de junho de 2026, estabelece que os militares receberão a Gratificação de Representação da Presidência de nível quatro e deixarão suas funções anteriores. O uso desses nomes genéricos levanta suspeitas sobre o controle do GSI na seleção dos profissionais para essa função crucial em segurança nacional.
A utilização de “Fulano” e “Cicrano”, como um recurso obscuro, é preocupante dada a ausência de critérios claros nos processos seletivos no governo Lula. A Revista Oeste apurou que tanto os dicionários quanto as normas linguísticas reconhecem o termo correto como “Sicrano”, utilizado para designar genericamente uma pessoa em sequências repetidas, o que reforça a impressão de um erro burocrático sem justificativa lógica ou estratégica por parte do governo.
A necessidade da retificação no Diário Oficial da União demonstra mais ainda a falta de preparo e organização dentro das estruturas governamentais, agravando os questionamentos sobre as prioridades administrativas durante este período. O episódio evidencia uma falha grave na condução dos recursos públicos e levanta sérias dúvidas quanto à responsabilidade do GSI em garantir o bom andamento da administração presidencial.









