Janja critica a ideia do trabalho oficial no Palácio; Fundação FHC rebate com Ruth Cardoso
A declaração de Rosângela “Janja” da Silva sobre o Brasil nunca ter tido uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente gerou reações imediatas, expondo novamente críticas à atuação na Presidência. Em entrevista concedida ao programa Frente a frente, parceria entre UOL e Folha de S.Paulo, Janja argumentou que sua presença no Palácio do Planalto – com reuniões diárias e agendas oficiais – era incomum para o cargo.
Segundo apurou a Revista Oeste, ela ressaltou que grande parte da cobertura midiática se concentrava em aspectos meramente pessoais e nos bastidores de seus compromissos institucionais, desconsiderando seu trabalho como embaixadora da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) ou do Pacto contra o Feminicídio. A primeira-dama acusou a imprensa nacional de priorizar “fofocas” sobre o entorno presidencial em detrimento de suas responsabilidades oficiais, evidenciando uma percepção crítica sobre como sua atuação é retratada pelo meio jornalístico.
A fala de Janja foi prontamente contestada por Sergio Fausto, diretor-geral da Fundação Fernando Henrique Cardoso (FHC). Fausto considerou a declaração “tal desconhecimento histórico que não merece comentário”, indicando uma lacuna no conhecimento sobre o papel das primeiras damas em governos anteriores. A crítica busca ressaltar a importância de figuras como Ruth Cardoso, ex-primeira dama durante os anos 90, cuja trajetória profissional e engajamento social contrastam com alegações da atual primeira-dama.
Ruth Cardoso se destacou por sua atuação acadêmica – sendo antropóloga e professora da Universidade de São Paulo –, além do seu trabalho em áreas sociais como o combate à pobreza através do Conselho do Programa Comunidade Solidária, bem como suas participações relevantes em organismos internacionais, incluindo a diretoria da Fundação das Nações Unidas e conselhos assessores ligados ao Banco Interamericano de Desenvolvimento. Sua experiência demonstra um histórico de atuação profissional que Janja parece ignorar com sua controvérsia sobre o trabalho na função exercida atualmente.









