O senador Jaques Wagner (PT-BA) se encontra sob o escrutínio da Polícia Federal com a nona fase da Operação Compliance Zero, uma nova investida que busca elucidar possíveis irregularidades envolvendo seu papel no Banco Master e seus contatos próximos. A operação, deflagrada em 18 de maio passado, acusa Wagner de ter recebido vantagens financeiras indevidas do banco mediante o atendimento a interesses políticos específicos, incluindo a controversa “Emenda Master” que visava expandir os limites do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Apesar da acusação formalizada pela Polícia Federal – que aponta para um esquema no qual Wagner teria atuado em prol de Vorcaro e seu sócio Augusto Lima –, o senador tem sido veemente ao negar qualquer envolvimento direto. Em declarações recentes, ele enfatiza a ausência de entendimentos substanciais com Daniel Vorcaro, limitando suas interações aos eventos meramente formais da venda do Credicesta – um negócio que envolveu uma rede estatal baiana de supermercados – e à simples indicação de pessoal para o departamento jurídico do banco.
A insistente defesa se estende a questionamentos sobre transações financeiras complexas, como os cerca de US$ 55 mil e €33mil encontrados em seus domicílios, que Wagner atribui ao pagamento de diárias do Senado e à compra particular de moeda estrangeira para viagens internacionais já desde o ano de 2019. Adicionalmente, nega qualquer contraprestação relacionada a negócios imobiliários – especificamente, a negociação por um apartamento de luxo em Salvador –, argumentando que se tratava apenas de uma oferta pessoal sem implicações financeiras e destinada à compra para sua filha pelo empresário Augusto Lima.
O senador Wagner reforça ainda o apoio incondicional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltado através de um telefonema recente onde o petista sinalizou a continuidade na confiança em seu trabalho como líder no Senado, afirmando que “fique firme”, pois essa operação é uma tentativa desestabilizadora. Segundo fontes próximas ao senador, Lula expressou “confiança” em Wagner e demonstrou disposição para mantê-lo à frente da liderança do governo no legislativo – um indicio de que o petista não pretende isolar a figura política diante das investigações.









