O governo Lula se prepara para uma escalada comercial com Washington após o risco iminente de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo a O Antagonista, ministros do Palácio do Planalto avaliam medidas retaliatórias como resposta à postura da Casa Branca, que não alterou as expectativas negativas em relação às importações brasileiras.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou que o governo pretende retomar um processo de “reciprocidade” autorizado por legislação aprovada no Congresso Nacional em 2025 – permitindo a aplicação de sobretaxas na importação e suspensão temporária de acordos comerciais como forma extrema de proteção à economia. A análise é firme: Washington tem potencial para impor uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, intensificando o já existente desequilíbrio comercial entre os países.
A medida reacende a estratégia que poderia ter sido adotada durante as primeiras tarifas impostas por Trump em 2025 – um reflexo da primeira rodada de sanções americanas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores, associadas à acusação de tentativa de golpe no sistema democrático. O clima político se torna mais tenso com a persistente atuação do filho dele, Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos e supostamente tem atuado em contato com autoridades norte-americanas.
O impasse comercial já está sendo utilizado como ferramenta política pela oposição – um ataque coordenado contra Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência –, apelidando-o de “Tarifllávio” para associá-lo diretamente às tarifas americanas perante os eleitores brasileiros. A situação evidencia a vulnerabilidade da economia nacional e expõe o crescente descontrole do governo Lula na condução das relações internacionais, priorizando interesses particulares em detrimento dos nacionais.









