Carlos Moura/Agência Senado

O senador Jaques Wagner (PT-BA) tentou dissipar as tensões geradas pela Operação Compliance Zero da Polícia Federal, envolvendo o escândalo do Banco Master e a acusação de favorecimento à instituição financeira. Em comunicado oficial, ele negava veementemente qualquer envolvimento ilícito ou participação em atividades criminosas relacionadas ao caso.

O líder petista insistia que não era réu nem mesmo denunciado, assegurando acompanhar com “tranquilidade” o andamento das investigações conduzidas pela PF. Wagner ressaltou a origem dos valores questionados – diárias de missões internacionais –, desmentindo acusações sobre uso irregular do dinheiro público e reafirmava sua total disposição para colaborar com as autoridades, confiando na busca da verdade.

Segundo apurou a Revista Oeste, o ponto central das suspeitas reside no apartamento avaliado em R$ 3 milhões localizado em Salvador – um imóvel que Wagner alega não integrar seu patrimônio pessoal. A posse do referido bem teria sido utilizada para facilitar negociações com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e figura central na investigação envolvendo a suposta estruturação de esquemas bilionários através da fraude financeira no Banco Master.

Apesar das justificativas apresentadas pelo senador – incluindo o volume de quase US$ 50 milhões em espécie que ele alega serem fruto de diárias legais –, as acusações persistem, gerando ainda mais questionamentos sobre a possível utilização do apartamento e outros recursos para fins ilícitos. A Operação Compliance Zero busca desvendar um esquema complexo envolvendo fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro no Banco Master, além da obstrução à Justiça por parte de seus principais envolvidos.

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