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Polícia Federal Inicia Operação Contra Fintechs Suspeitas De Lavagem De Dinheiro Do PCC

25/2/2025
thefarol.com
Revista Oeste/ Reprodução.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagraram a Operação Hydra para investigar as fintechs 2Go Bank e Invbank, suspeitas de integrarem um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As ações tiveram início na manhã de terça-feira, 24 de fevereiro de 2025, resultando na prisão de Cyllas Salerno Elia Júnior, fundador e CEO da 2Go Bank, e na execução de mandados judiciais em várias cidades paulistas.

As investigações ganharam força com a delação de Vinicius Gritzbach, um empresário assassinado em novembro de 2024. Em 31 de outubro do mesmo ano, apenas oito dias antes de sua morte, Gritzbach forneceu informações cruciais sobre como as fintechs eram usadas para ocultar a origem ilícita de recursos e os beneficiários finais. Segundo o MPSP, as empresas facilitavam transações que escondiam grandes somas de dinheiro proveniente de atividades criminosas.

A Operação Hydra cumpriu um mandado de prisão preventiva contra Cyllas Elia e dez mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santo André e São Bernardo. De acordo com a delação de Gritzbach, Cyllas seria parceiro de Anselmo Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Rafael Maeda Pires, apelidado de Japa, ambos identificados como lideranças do PCC. A 2Go Bank, sob o comando de Elia, apresenta-se como uma fintech voltada para pequenas e médias empresas, oferecendo contas digitais, empréstimos, serviços de câmbio e soluções em blockchain. Já a Invbank se descreve como um banco digital focado em pagamentos, com serviços como empréstimos consignados, antecipação de crédito e criptoativos. Apesar das operações policiais, os sites de ambas as empresas permanecem ativos.

Cyllas Salerno Elia Júnior não é novidade para as autoridades. Ele já havia sido detido na Operação Tai-Pan, que apurou crimes financeiros envolvendo cerca de R$ 6 bilhões ao longo de cinco anos. Liberado em janeiro de 2025 por decisão judicial, ele agora volta a ser alvo por suposto envolvimento com o crime organizado.

A Operação Hydra busca desarticular uma complexa rede financeira que movimentava recursos ilícitos, seguindo pistas de investigações anteriores. O MPSP destaca que as fintechs desempenhavam um papel central ao dar aparência de legalidade a fundos de origem criminosa, beneficiando figuras ligadas ao PCC.

O portal Metrópoles tentou contato com a 2Go Bank e a Invbank para obter um posicionamento oficial, mas não houve retorno até o fechamento da matéria.

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